Apelidada de ilha das flores, a Martinique reúne num território compacto tudo o que faz a magia das Antilhas: praias de areia branca rodeadas de coqueiros, um vulcão majestoso classificado pela UNESCO, floresta tropical exuberante, aldeias de pescadores coloridas e uma cultura crioula vibrante, embalada pelo rum, pelo zouk e por uma gastronomia generosa. Em poucos dias, passa-se dos fundos turquesa do Sul às gargantas selvagens do Norte, sem nunca conduzir muito tempo. Este guia completo ajuda-o a preparar a sua viagem: quando ir, como chegar, para onde seguir consoante os seus gostos e, sobretudo, como aproveitar plenamente cada dia. Quer venha em casal, em família ou entre amigos, encontrará aqui o necessário para construir uma estadia à sua imagem.
Quando ir à Martinique?
O clima tropical da Martinique divide-se em duas grandes estações que vale a pena conhecer para escolher bem as suas datas.
A estação seca, chamada localmente de carême, vai de dezembro a abril. É o período mais agradável: céu limpo, ventos alísios refrescantes, pouca humidade e um mar muitas vezes calmo do lado caribenho. É também a alta temporada turística, sobretudo na época das festas de fim de ano e do carnaval, altura em que convém reservar o alojamento e o carro com bastante antecedência.
O inverno tropical (hivernage), de junho a novembro, corresponde à estação das chuvas e ao período de ciclones. Mas não o risque dos seus planos por isso: os aguaceiros costumam ser curtos e intensos, seguidos de muito sol, a vegetação fica deslumbrante e os preços bem mais suaves. É uma excelente janela para viajar com orçamento reduzido, desde que acompanhe a meteorologia e se mantenha flexível.
A temperatura do ar, tal como a da água, ronda os 27 °C durante todo o ano, o que torna os banhos de mar agradáveis em qualquer altura. Para uma primeira viagem focada em descanso e caminhadas, aposte sobretudo em fevereiro a abril.

Como chegar e deslocar-se?
O aeroporto Martinique Aimé-Césaire (FDF), situado em Lamentin, recebe voos diretos da França continental e ligações regionais para as outras ilhas do arco antilhano. Conte, em média, com 8 a 9 horas de voo a partir de Paris.
Uma vez no destino, o carro é quase indispensável para explorar a ilha com liberdade. Os transportes públicos existem, mas continuam limitados para um viajante com pressa. Para circular entre as praias do Sul, as destilarias e os trilhos do Norte ao seu próprio ritmo, reserve o seu aluguer de carro logo que confirmar os bilhetes, sobretudo na alta temporada, quando a procura é forte. Conduza com prudência: as estradas de montanha são sinuosas e a sinalização por vezes discreta.
Algumas referências de distâncias
- De Fort-de-France a Trois-Îlets: cerca de trinta minutos de carro, ou uma agradável travessia de barco a partir da pointe Simon.
- De Fort-de-France às Salines (Sainte-Anne): conte com cerca de uma hora rumo ao grande Sul.
- De Fort-de-France a Saint-Pierre e à montagne Pelée: pouco mais de uma hora pela costa caribenha.
O Norte selvagem: montagne Pelée, Saint-Pierre e floresta tropical
O Norte da Martinique é o reino da natureza espetacular. É aqui que se ergue a montagne Pelée, vulcão emblemático cujos vulcões e florestas do norte estão classificados como Património Mundial da UNESCO. A sua ascensão, exigente mas acessível a caminhantes treinados, recompensa com panoramas grandiosos sobre a ilha e o mar das Caraíbas. Parta cedo de manhã, leve bom calçado, água em quantidade e um corta-vento, pois o cume cobre-se frequentemente de nuvens ao longo do dia. Para preparar bem este passeio, consulte o nosso guia dedicado à montagne Pelée e à route de la Trace.
A seus pés, Saint-Pierre, a antiga «pequena Paris das Antilhas», guarda a memória da erupção de 1902 através das suas ruínas comoventes e do seu museu. A route de la Trace, que serpenteia através da floresta húmida, conduz aos célebres jardins de Balata, escrínio botânico repleto de flores tropicais, e oferece alguns dos mais belos miradouros da ilha. O Norte atlântico, mais áspero, seduz os apreciadores de caminhadas costeiras, como a península da Caravelle.
O Sul balnear e a península de Trois-Îlets
O Sul é o postal balnear da Martinique. É aí que se concentram as praias mais reputadas e as águas mais translúcidas. A península de Trois-Îlets, em frente à baía de Fort-de-France, é o seu coração turístico: marina animada, golfe, aldeia crioula, museus e um rosário de praias familiares. Para não perder nada, percorra o nosso artigo sobre o que fazer em Trois-Îlets.
Mais a sul, Sainte-Anne e Le Marin desenrolam um litoral de sonho, enquanto a costa caribenha alterna enseadas discretas e pontos de mergulho. Esta parte da ilha é ideal para pousar a bagagem vários dias e partir à descoberta das praias ao sabor da vontade.
Quais são as praias mais bonitas?
É difícil classificar as praias da Martinique, de tão variadas que são. Eis as nossas imperdíveis, da areia branca paradisíaca às enseadas de areia negra.
- Les Salines (Sainte-Anne): a mais famosa da ilha, imensa extensão de areia branca rodeada de coqueiros e banhada por uma água pouco profunda. Chegue cedo ao fim de semana para aproveitar a tranquilidade e estacionar facilmente o carro.
- Anse Dufour & Anse Noire: duas enseadas vizinhas ligadas por um trilho, perfeitas para snorkeling. A Anse Noire, de areia vulcânica escura, contrasta lindamente com a sua vizinha clara; cruzamo-nos ali muitas vezes com tartarugas marinhas.
- Anse à l’Âne (Trois-Îlets): praia familiar e abrigada, em frente à baía de Fort-de-France, com prático barco até à capital.
- Cap Macré: na costa atlântica, uma praia selvagem e ventosa para os amantes do sossego e dos grandes espaços.
Para uma visão completa, com conselhos de acesso e de segurança, leia a nossa seleção das melhores praias da Martinique.
